marcos carioca |
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3:19 am 15 May, 2008
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Até o título deste post é uma cópia descarada do título de um outro post do blog Fora de Moda. Isto porque, lá no Fora de Moda, o jornalista Ricardo Oliveros (que foi convidado pelo Estadão para escrever sobre os novos clubes gays de São Paulo) nos conta que já lançou um manual bem parecido com o que empresário André Almada anunciou estar se preparando para publicar no próximo semestre. Chama-se Pista Chic.
Leia e entenda!
Na verdade, Ricardo explica que a primeira edição do Pista Chic (na íntegra AQUI!)nasceu como um teste trazendo 10 mandamentos para ser mais elegante ao curtir a noite, mas o projeto seria bem maior que isto. Porém, por falta de tempo, foi engavetado. E ele termina dizendo:
“Mas quer saber? Parabéns, Almada por ser esperto. Eu quero mais que a noite seja de fato mais elegante. Tão mais, que nem uso a palavra “balada”. E se quiser, tenho uma cópia aqui para você. Pode usar e abusar a vontade!“
Isto que é ter boas-maneiras, Ricardo!
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E aproveitando a deixa: vem direto do túnel do tempo uma matéria “fresquinha” publicada no MIX BRASIL no dia 16 de setembro de 2004 sobre a inauguração do clube The Week, que seria no dia seguinte. É interessante ler e ver o que aconteceu, o que não deu certo, e quantas coisas melhoram desde então.
Nesta época os residentes eram João Neto e Pacheco… com o fim da Level, Renato Cecin enfim mudou-se para lá - nascia o dream team da casa. Acima a imagem de um dos primeiros flyers da noite Babylon.
Destaque para um comentário: “Não vejo como uma competição e sim como uma soma. A escolha do lugar é muito pessoal e as próprias pessoas decidem aonde ir ou não“
As notícias que chegaram do Rio estas últimas semanas, dão conta de muita reclamação. Reclamações que foram parar no caderno RioShow do jornal O Globo, um dos mais importantes da cidade. Lá, uma leitora fala do desrespeito do clube The Week Rio para com a recém-aberta pista 2, ou Docas, onde a proposta é um som mais alternativo ao tribal-house da área principal.
A leitora escreveu para a coluna Programa Furado do caderno de O Globo e relatou que pagou, entrou e ficou esperando a pista menor abrir. E não adiantou nada. A casa não abriu a pista 2 e nem deu nenhuma satisfação.
O clube, por sua vez, escreveu em resposta dizendo que a pista 2 só abre de acordo com a demanda, ou seja, não tem movimento, ela permanece fechada.
O Cena Carioca relatou o fato para seus leitores e mostrou-se indignado com tamanha arbitrariedade em um clube onde sempre reinou o bom-senso: “Essa é uma atitude arbitrária, não informada com antecedência, o que gera - com razão - esse tipo reclamação. Ao se anunciar uma segunda pista, tentando atrair outro público, o respeito com os artistas que tocam e com quem se desloca e paga esperando curtir determinado som, deve ser respeitado ou é melhor não sustentar uma pista alternativa…” - palavras do editor do site, André Garça. Mas parece que o clube não percebeu isto ainda e, no último sábado, novamente anunciou a pista Docas com os djs Gustavo Tatá e Jonas Rocha, mas não abriu e nem avisou com antecedência.
Do outro lado da cidade, a BITCH realizou a sua maior edição - em quantidade de público, mais de 6 mil pessoas foram ao parque se divertir na festa de 15 anos -, mas esqueceu de dar mais atenção para vários detalhes: entrada, segurança, limpeza e atendimento. Sem falar nos preços que se alteraram ao longo da noite.
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É interessante ver a cena do Rio amadurecendo. Pessoas reclamando é prova que o amadorismo não está sendo mais suportado e que mais atenção e respeito estão sendo exigidos. Tomara que todos os produtores estejam atentos para isto, também.