Nelson Mandela completou 90 anos e muita gente fez questão de homenagear o maior líder sul-africano e um Deus vivo entre nós.
Entre as atrações mais aguardadas estava Amy Winehouse, que se apresentou lindamente e sem incidentes. Bem que Mandela poderia dar uns conselhos de como lutar e vencer. No caso: se reerguer.
O Kasato Maru trazendo os primeiros japoneses ao Porto de Santos, 1908.
A imigração japonesa no Brasil começou no início do século XX, como um acordo entre o governo japonês e o brasileiro. O Brasil abriga a maior população japonesa fora do Japão. São cerca de 1,5 milhão de pessoas. O uso do termo nikkei (??) é, atualmente, usado para denominar os japoneses e seus descendentes.
O Japão vivia, desde o final do século XIX, uma crise demográfica. O fim do feudalismo deu espaço para a mecanização da agricultura. A pobreza passou a assolar o campo e as cidades ficaram saturadas. As oportunidades de emprego tornaram-se cada vez mais raras, formando uma massa de trabalhadores rurais miseráveis. No Brasil, por sua vez, estava faltando mão-de-obra na zona rural. Em 1902, o governo da Itália proibiu a imigração subsidiada de italianos para São Paulo (a maior corrente imigratória para o Brasil era de italianos).
As fazendas de café, principal produto exportador do Brasil na época, passaram a sentir a falta de trabalhadores com a diminuição drástica da chegada de italianos. O governo brasileiro, então, precisou encontrar uma nova fonte de mão-de-obra. Desta vez, decidiu-se por serem atraídos imigrantes do Japão.
Um cartaz para atrair imigrantes japoneses para o Brasil.
Com a eclosão da I Guerra Mundial, os japoneses foram proibidos de emigrar para os Estados Unidos, eram mal-tratados na Austrália e no Canadá. O Brasil tornou-se um dos poucos países no mundo a aceitar imigrantes do Japão.
Apesar de receber japoneses durante o século XIX e nos anos iniciais do século XX, na condição de visitantes ou prestadores de serviços, não figurando como imigrantes, somente em 1906 chegou ao Brasil um grupo disposto a residir e estabelecer uma colônia. Liderados por Saburo Kumabe, o grupo situou-se, em 1907, no interior do estado do Rio de Janeiro, nos atuais municípios de Conceição de Macabu e Macaé. A colônia, situada na Fazenda Santo Antônio, durou cinco anos, fracassando por razões diversas, como falta de investimentos, epidemias e saúvas. Outro problema enfrentado pela comunidade nipônica fluminense, é que tratavam-se de um grupo heterogêneo - juíz, professores, funcionários públicos - onde não haviam agricultores ou pessoas com tradição de cultivar e cuidar da terra.
O Kasato Maru é considerado pela historiografia oficial o primeiro navio a aportar no Brasil com imigrantes japoneses, em 18 de Junho de 1908. Chegou ao Porto de Santos trazendo 165 famílias, que vinham trabalhar nos cafezais do oeste paulista. O ano de 2008 está marcado de comemorações dos 100 anos de imigração japonesa no Brasil.
Bairro da Liberdade, reduto da maior colônia japonesa fora do Japão, em São Paulo.
Nos primeiros sete anos, vieram mais 3.434 famílias (14.983 pessoas). Com o começo da I Guerra Mundial (1914), explodiu a imigração: entre 1917 e 1940, vieram 164 mil japoneses para o Brasil. 75% foram para São Paulo, visto que o estado concentrava a maior parte dos cafezais.
Com o fim da Primeira Guerra Mundial, o fluxo de imigrantes japoneses para o Brasil cresceu enormemente. O governo japonês passou a incentivar a ida de japoneses para o Brasil, por diversos motivos: o campo e cidades japonesas estavam superlotados, causando pobreza e desemprego. O governo também queria a expansão da etnia japonesa para outros lugares do mundo e também que a cultura japonesa fosse enraizada nas Américas, a começar pelo Brasil.
A maior parte dos imigrantes chegou no decênio 1920-1930. Já não iam apenas trabalhar nas plantações de café, mas também desenvolveram o cultivo de morango, chá e arroz no Brasil.
Gerações
A colônia japonesa do Brasil está dividida em:
* isseis (japoneses de primeira geração, nascidos no Japão) 12,51%; * nisseis (filhos de japoneses) 30,85%; * sanseis (netos de japoneses) 41,33%; * yonseis (bisnetos de japoneses) constituem 12,95%.
Atualmente, existem no Brasil 1,5 milhão de japoneses e descendentes, sendo 80% no Estado de São Paulo e a maioria na capital (326 mil segundo o censo de 1988). Da comunidade japonesa no Brasil, 90% vivem nas cidades. O bairro da Liberdade, no centro da capital paulista, representa o marco da presença japonesa na cidade. Outros focos importantes de presença japonesa no Brasil são o Paraná, o Mato Grosso do Sul e o Pará.
O Ultravox foi um dos principais expoentes do movimento britânico de música eletrônica no começo dos anos 80. Formada em 1973 pelo vocalista, compositor e tecladista John Foxx, o baixista Chris Cross, o violinista Billy Curie, o guitarrista Steve Shears e o baterista Warren Cann, a banda era originalmente conhecida como Tiger Lily. Mudaram o nome para Ultravox! depois do compacto lançado em 1974, quando assinaram contrato com a Island Records para lançamento de um novo álbum em 1977. No ano seguinte, sai o sinal de exclamação do nome da banda, muda-se a formação e gravam seu terceiro álbum. Mas são um fracasso de venda e a Island Records demite toda a banda.
Midge Ure (foto) entra no lugar de John Foxx, e o Ultravox assina contrato com a gravadora Chrysalis e lançam em 1984 o álbum Lament, que traz a faixa Dancing with tears in my eyes. A faixa reacende os holofortes para a banda e os coloca em terceiro lugar nas paradas inglesas e por muitos meses permanece entre as cinco mais tocadas no país.
Warren Cann deixa o grupo para iniciar carreira solo, e os integrantes remanescentes, juntamente com Mark Brzezicki, e ressurgem como “U-Vox” em 1986, mas já não conseguem mais agradar o público e banda se separa em definitivo.
Dancing with tears in my eyes fala sobre o medo que se tinha nos anos 80 das experiências que começavam a ser realizadas com reatores nucleares e suas iminentes tragédias.
Agora ela volta as paradas em um remix progressivo e bem dançante do Phunk Foundation. Baixa e põe na vitrola!
Em 7 de junho de 1837, uma lavradora de 42 anos, solteira, católica, chamada Maria Anna Schicklgruber deu à luz um rapaz ilegítimo, na pequena e bucólica vila de Strones, no Waldviertel, uma área de floresta entre montes, no noroeste da Baixa-Áustria, a norte de Viena. A família desta nova mãe já vivia na localidade há gerações. A criança recebeu o nome de Aloys Schicklgruber (foto). A identidade do pai permanece um mistério até hoje. Maria teria recusado revelar o seu nome, ou então simplesmente não o sabia. No dia em que nasceu, Alois foi batizado na vila próxima chamada Döllersheim. O espaço para o nome do pai foi deixado em branco no certificado de batismo e o padre escreveu posteriormente “ilegítimo”. O pequeno Aloys foi criado na casa que Maria habitava juntamente com o pai Johannes Schicklgruber, em Strones.
Pouco tempo depois, Johann Georg Hiedler foi viver com os Schicklgrubers e casou com Maria quando Aloys tinha 5 anos de idade. Com 10 anos, Aloys foi enviado para viver com o irmão de Johann Georg, Johann Nepomuk Hiedler, que era proprietário de uma quinta na vila de Spital, não muito longe.
Aloys frequentou a escola primária e foi aprendiz de um sapateiro local. Com 13 anos ele deixou a quinta em Spital e foi para Viena como aprendiz de sapateiro, onde trabalhou cerca de 5 anos. Graças a uma iniciativa do governo austríaco oferecendo empregos nos serviços civis a pessoas de áreas rurais, Aloys tornou-se guarda de fronteiras (alfândegas) do ministério das finanças austríaco em 1855, quando tinha 18 anos.
O jovem Aloys progrediu rapidamente em sua nova profissão e teve que se mudar diversas vezes de endereço, por exigências do trabalho semi-militar de guarda de alfândegas, servindo numa variedade de lugares por toda a Áustria. Em 1860, após 5 anos de serviço, ele obteve uma medalha especial de alto grau, e 1864, após passar por um treino especial e exames, foi convocado para servir em Linz, tornando-se inspector da alfândega 1 década depois e indo morar em Braunau am Inn.
Enquanto sua vida profissional obedecia as regras tradicionais, a sua vida privada parecia ter se tornado uma sucessão de paródias às convenções e normas sociais no que dizia respeito a mulheres e descendência.
Nos finais da década de 1860, ele foi o pai de uma criança ilegítima, de uma mulher chamada de Thelka. Se casou pela primeira vez em 1873 e tudo leva a crer que foi por dinheiro, já que Anna Glassl, sua esposa, era filha de um alto oficial, rica e com 50 anos de idade, e ainda encontrava-se doente e inválida. Ele tinha 36 anos.
Em 1876, três anos após ter casado com Anna, Aloys contratou Klara Pölzl como criada doméstica. Ela tinha 16 anos de idade e era a neta do tio-padrasto de Aloys (ou pai), Nepomuk. Com a mudança de nome de Aloys (veja “Mudando de nome”), Klara era oficialmente sua prima de segundo grau: se Nepomuk era o pai de Aloys, então Klara era a semi-sobrinha de Alois.
Pouco tempo depois, teve um caso com Franziska “Franni” Matzelberger, de 19 anos, uma das jovens empregadas na pousada Braunau inn onde ele alugava o andar do topo como alojamento.
Aloys teve numerosos romances na década de 1870, o que levou Anna a iniciar uma ação legal pedindo o fim de seu casamento. Em novembro de 1880 Aloys e Anna separaram-se por acordo mútuo. Franziska torna-se a namorada de Aloys (então com 43 anos de idade), mas os dois não podiam casar de acordo com a lei da Igreja católica - o divórcio não era permitido. Entretanto, Franziska exigiu que a “criada” Klara encontrasse outro emprego, e Aloys dispensou a prima.
Franziska, mesmo não sendo oficialmente a esposa de Aloys, conseguiu obter esse estatuto, e em janeiro de 1882 deu à luz a um filho ilegítimo seu, que recebeu o nome de Aloys, mas que por eles não serem casados recebeu apenas o sobrenome da mãe, Matzelberger. E logo após a morte de Anna - um ano mais tarde - a criança foi reconhecida oficialmente. Um mês depois, aos 45 anos de idade, Aloys se casaria com Franziska Matzelberger, então com 21 e grávida pela segunda vez.
Aloys era um homem duro, antipático e mal-humorado, mas vinha mantendo um relacionamento mais estável com Franziska, até que, por razões desconhecidas, ela tem que ir dar à luz em Viena, onde nasce a primeira filha do casal, Angela. E então uma tragédia ocorreu: Franni adoece com problemas nos pulmões e fica inválida, sendo levada para Ranshofen, uma pequena vila perto de Braunau. Sem ninguém para cuidar das crianças, Alois chama de volta a prima Klara Pölzl. Franziska morre em Ranshofen a 10 de Agosto de 1884 aos 23 anos.
Sua morte parece não afetar Aloys de nenhuma forma. Klara então passa a substituir Franziska e a esta altura já encontra-se grávida. A idéia de Aloys era casar-se com Klara de imediato, mas era impedido por sua certidão de paternidade, onde, por conta de seu novo sobrenome, era legalmente primo em segundo grau de Klara, demasiado próximo para casar.
Por outro lado, se sentia imune aos comentários do povo local, pois seu salário vinha do ministério das finanças, o que fazia dele um cidadão a ser respeitado sobre qualquer condição. Mas, por sorte, depois de apelar à igreja para uma concessão humanitária, a permissão chegou, e em janeiro de 1885, ele e a prima se casaram. É bem provavel que mesmo sem a permissão, ele mantivesse Klara ao seu lado… como sua “criada” - aliás, algo que ela nunca deixaria de ser.
Em maio de 1885, cinco meses após o casamento, Klara deu à luz a sua primeira criança, Gustav. Um ano mais tarde, nasceu a primeira filha do casal, Ida. Seguiu-se mais um filho, Otto, em 1887, que faleceu dias após. Mais tarde, Gustav e Ida morreriam de difteria. Passados 3 anos de casados, todos os filhos de Klara já estavam mortos, enquanto que Aloys ainda tinha os filhos da sua relação com Franziska: Alois Jr e Angela.
Mas em 20 de Abril de 1889, Klara colocaria no mundo o pior fruto de sua relação doentia com Aloys, Adolf. Adolf Hitler, uma criança doente e com poucas chances de vida, mas que infelizmente sobreviveu e, em poucas décadas, se tornou o maior e mais demoníaco líder histórico de uma nação. Aloys era um tirano em casa, abusando de Klara e de seus filhos mais velhos sem nem ao menos se preocupar com a presença de Adolf, que por muitas vezes era humilhado e espancado por seu pai.
Na manhã de 3 de Janeiro de 1903, Aloys foi para a Gasthaus Stiefler como de costume, para beber o seu copo de vinho matinal. Mal lhe tinham oferecido o jornal, ele caiu ao chão. Foi levado para um quarto adjunto e foi chamado um médico mas Aloys Hitler faleceu na hospedaria, provavelmente devido a uma hemorragia pleural, aos 65 anos de idade.
E a história de Adolf Hitler nós conhecemos…
* Mudando de nome
“O primeiro de muitos golpes de sorte para Adolf Hitler teve lugar 13 anos antes de seu nascimento. Em 1876, o homem que seria o seu pai, mudou o nome de Aloys Schicklgruber para Aloys Hitler. Podemos tomar a afirmação de Adolf como sincera quando ele disse que ‘nada que o seu pai tinha feito lhe agradara tanto como a decisão de abandonar o rústico e grosseiro sobrenome Schicklgruber. Certamente, a saudação ‘Heil Schicklgruber’ não serviria a um herói nacional”, afirma o historiador Ian Kershaw.
Como jovem oficial em ascensão nas alfândegas, Alois usou o seu nome de nascimento. No entanto, no verão de 1876, com quarenta anos de idade e bem estabelecido na sua carreira, ele pediu permissão para usar o nome do seu padrasto já falecido, Johann Georg Hiedler. O padre concordou em corrigir os registros, as autoridades civis automaticamente validaram a decisão da igreja e a partir de 6 de janeiro de 1877, Aloys Schicklgruber se tornou Alois Hitler.
Historicamente não se conhece quem teria decidido pelo uso da pronúncia Hitler em vez de Hiedler, mas acabou ficando assim e naquela época as pronúncias ainda estavam em fase de padronização.
*fonte: Hitler 1889-1936: Hubris W W Norton, de Ian Kershaw
No vocabulário militar, o Dia D (em inglês, D-Day) é um termo usado para denotar o dia em que um ataque ou uma operação de combate deve ser iniciado. A expressão apareceu pela primeira vez nas ordens de batalha do Exército norte-americano na Primeira Guerra Mundial.
Há 64 anos nesta mesma data, em uma tarde de terça-feira, as forças dos Estados Unidos, Reino Unido e aliados desembarcavam na França ocupada pelos alemães na Segunda Guerra Mundial. Era a Operação Overlord, ou, como ficou popularmente conhecida, a Batalha da Normandia. Uma das mais sangrentas da história. Foi uma grande jogada política para manter a hegemonia ocidental na Europa, tendo em vista a eminente derrota alemã para o Exército Vermelho, que vinha vencendo os nazistas sucessivamente desde a famosa Batalha de Stalingrado.
Mais de sessenta anos depois, a invasão da Normandia continua sendo a maior da história marítima, com quase três milhões de soldados que cruzaram o canal inglês, partindo de vários portos e campos de aviação na Inglaterra.
A invasão da Normandia começa com a chegada de pára-quedistas na noite anterior, maciços bombardeios aéreos e navais, e um assalto anfíbio bem cedo, de manhã. Os exércitos, divididos com suas tarefas, tinham como objetivo as praias de codinome Omaha, Utah, para os americanos; Juno, Gold, Sword para os anglo-canadenses. Do mar, 1240 navios de guerra abriram as baterias contra as linhas de defesa. Do alto, despencavam toneladas de bombas dos 10 mil aviões que participavam da operação. Cento e cinquenta mil homens dos exércitos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá, lançaram-se na batalha, transportados por uma frota de 14.200 barcos, protegida por 600 navios e milhares de aviões.
Em 25 de agosto de 1944, depois de quase meia década de domínio nazista, a França conseguiu se libertar, graças a grande investida das Forças Aliadas iniciada em 6 de junho do mesmo ano. Algo que não sei se é para comemorar ou lamentar, afinal por culpa da ignorância de todos, muito sangue inocente foi derramado. E o mundo não acabou…
Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu de vez a Homossexualidade da lista de Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, ou seja, ser homossexual deixava, portanto, de ser uma doença ou distúrbio e passava a ser - como sempre deveria ter sido - identificado como mais uma qualidade da personalidade de um ser humano. O termo “homossexualismo” também caia em desuso, sendo substituido por “homossexualidade“, que tem mais a ver com a nova idéia de identidade no ato de ter desejos e afeto pelo sexo igual, e toda a sua diversidade.
Hoje, mais do que nunca, é dia de lembrar daqueles que lutam desde sempre em prol de um mundo um pouco menos homofóbico. É triste ainda pensar que existem países que condenam homossexuais a prisão e a morte, considerando a homossexualidade um crime como roubo e homicídio, ou até pior. Mais triste ainda é perceber que, aqui no Brasil, onde podemos viver nossa sexualidade com um pouco mais de liberdade, temos pessoas na política e nas religiões buscando atrapalhar a votação de leis que nos garantem uma coisa simples e dita na Constituição como nosso principal direito: a vida. Pois é, quem é contra a lei de criminalização da homofobia, é a favor da morte. Não tem meio termo nisto! É tão criminoso quanto o infeliz que saca de uma arma para desforrar seu ódio homofóbico sobre muitos de nós; tão covarde quanto os animais que perseguem e espancam travestis, gays e lésbicas pelo Brasil.
Sugiro que sejam dedicados apenas uns poucos minutos do seu dia de hoje para orar ou mentalizar em nome daqueles anônimos, ou conhecidos, que se foram por esta causa. Termos na mente muitos pensamentos positivos para que os que ainda estão nesta luta tenham coragem e força para seguir adiante.
Não importa como você ora, nem qual a sua religião. Não importa nem mesmo se você é homossexual, se está dentro ou fora do armário. Importa apenas que você queira um mundo melhor para você e para aqueles que ama. Um mundo limpo, mais justo, com menos ódio e livre para que cada um possa ser feliz ao seu modo. Afinal, se todos somos diferentes, se um Criador (seja ele que nome tenha; exista ou não.) nos fez sua melhor obra, quem somos nós para quebrar algo tão precioso somente porque não é como a gente, ou não se enquadra em nossa percepção, às vezes medíocre, da vida e das formas de viver?
Pensem nisto! e tomara que você possa pôr a cabeça no travesseiro esta noite e ter um sono tranquilo.
A Suprema Corte da Califórnia decidiu nesta quinta-feira, 15 de maio, que a proibição estatal do casamento gay é inconstitucional, dando, assim, liberdade para pessoas do mesmo sexo se casarem no estado mais povoado dos Estados Unidos.
“Limitar a designação de matrimônio à união ‘entre um homem e uma mulher’ é inconstitucional e deve ser retirado do estatuto“, considerou em um comunicado o presidente da Corte, Ron George.
O Tribunal argumentou que permitir o matrimônio legal apenas entre os heterossexuais é discriminatório e, segundo especialistas, esta decisão poderá ter impacto em todo os Estados Unidos. Assim sendo, abrem-se tecnicamente as portas para casamentos de pessoas de mesmo sexo na Califórnia, que se torna o segundo estado do país, depois de Massachusetts, a reconhecer esse direito a comunidade homossexual.
Em Nova Jersey e Vermont existem leis que garantem ao casal gay uma série de direitos legais similares aos de um casamento heterossexual, como herança e divisão de bens.
ENQUANTO ISSO NO BRASIL… O povo se prepara para se jogar na Maior Parada Pelos Direitos GLBTT do Mundo e o senhor presidente da ABGLT, Toni Reis, avisa que já alugou o smoking para que ele e seu marido possam comparecer na festa no domingo, 25 de maio.
Há 120 anos, em 13 de maio, a princesa Isabel assinava a Lei Áurea. Para abolicionistas e negros escravos, o símbolo de uma nova era logo ruiu. Os negros libertos não tinham oportunidades de emprego, de adquirir terras ou de estudar. Passaram-se os anos e hoje a maioria do nosso povo negro permanece morando nas favelas, trabalhando como domésticos, fora das universidades, do Parlamento, do Executivo e dos primeiros escalões das áreas pública e privada, a não ser raras exceções. Existe em nossa sociedade um preconceito velado que precisamos eliminar.
O racismo ainda existe e hoje, talvez, viva um dos seus piores momentos: a omissão. Ninguém assume que é racista, mas podemos ver nos olhos e atos a verdade. Embora eu acredite mesmo que o pior preconceito é o social, devemos sempre estar atentos para atitudes que levantem voz contra negros, mulheres, gays e todas as ditas minorias.
Meu avô é negro de pai e mãe. Eu sou o único branco na família, devido a mistura italiana, mas carrego com muito orgulho no meu sangue as provas de um legítimo herdeiro da raça negra. E também tenho nas veias o sangue português e espanhol dos meus bisavôs maternos. Assim como a maioria dos que nasceram no Brasil, sou resultado de uma grande mistura de raças que ergueram esta nação, e, portanto, todos merecem igualdade de direitos e respeito.
Devemos também estarmos atentos para as pessoas que sofrem, no interior do país, com o trabalho escravo. Ainda existe e deve ser combatido! É nossa obrigação denunciar racistas, preconceituosos em geral e a exploração da mão-de-obra. Precisamos nos envergonhar com qualquer ato que diminua outro semelhante - o proiba de ser um cidadão completo. Viva a liberdade!