A metilenodioximetanfetamina, ou simplesmente MDMA, é o principio ativo do ecstasy. E é a droga do verão europeu dos ricos, famosos e wanna-bes (também das bees turistas e locais). É uma droga cara: 50 euros por cada dose de 2 gramas. Vendido em pó, que é colocado em contato com a lingua e consumido com água em abundância. A quantidade, segundo usuários, é o suficiente para 24 horas de balada.
O MDMA é uma droga neurotóxica, cujo efeito na fisiologia humana é o bloqueio da reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina no cérebro, causando euforia, sensação de bem-estar, alterações da percepção sensorial do consumidor e grande perda de líquidos. As alterações ao nível do tato promovem o contato físico, embora não tenha propriedades afrodisíacas, como se pensa.
Embora estudos mostrem que a sua neurotoxicidade (todos os efeitos são superiores ao do ecstasy) não cause danos permanentes em doses recreativas, ainda suspeita-se que há sim perigo de desenvolvimento de doenças psicóticas, como a esquizofrenia. O único motivo dos estudos serem pouco difundidos em seres humanos são por questões legais que proíbem ministrar doses de MDMA em voluntários para fins cientificos.
Breve histórico
O MDMA (ecstasy) foi sintetizado pela Merck em 1914 com a finalidade de ser usado como um supressor do apetite, mas nunca foi usado com essa finalidade. Somente em 1960 foi redescoberto sendo indicado como elevador do estado de ânimo e complemento nas psicoterapias. O uso recreativo surgiu em 1970 nos EUA. Em 1977 foi proibido no Reino Unido e em 1985 nos EUA. Em 1988 um estudo feito nos EUA mostrou que 39% dos estudantes universitários tinham feito uso do ecstasy no período de um ano antes da pesquisa, mostrando que o uso ilegal já estava disseminado, da mesma forma como aconteceu na Europa ocidental. O uso do ecstasy concentra-se nos clubes, rave e onde há aglomeração noturna em espaços fechados com música eletrônica. Como o uso do ecstasy se tornou comum e aumentou substancialmente, os pesquisadores intensificaram os estudos a respeito da droga.
comentário: Longe de ser um santo, mas acho que está na hora de começarmos a ter uma conversa mais séria e aberta sobre drogas, uso, mitos e verdades. Acredito que as pessoas perderam a noção das coisas e tudo virou uma fanfarra sem fim. E perigosa! Culpa de quem? Acho que parte dos usuários, mas muito mais das autoridades governamentais. Longo papo! Por enquanto sugiro pensarmos a respeito.

A droga do verão europeu 





