Com a capa mais fofa de sua curta e importante história, a Revista JUNIOR, do Grupo Mix Brasil, chega às bancas de todo país e na gringa também.
Agora com a anunciada possivel saida da DOM do mercado impresso, nos resta torcer e apoiar a JUNIOR para que mais edições sejam publicadas e garanta assim uma publicação de alto-nivel no Brasil.
Por falar em eventos de música e desorganização, dia 18 vai ser inaugurada a Cidade da Música, na Barra da Tijuca, bairro carioca desprezado por 10 entre 10 moradores da trendy zona sul.
A obra faraônica deixa a dúvida se aquilo vai ser um elefante branco situado no meio do nada e que vai encalhar feito navio em mar seco, ou se vai ser um grande empreendimento na divulgação e promoção da música clássica numa cidade totalmente apática nesse segmento.
Há uns meses, alardearam na imprensa que a inauguração seria com uma apresentação da opera Tosca (de Giacomo Puccini), contando com a presença da soprano americana Aprile Millo.
Sabe-se já que Tosca nenhuma vai rolar. O que estamos rezando é pra não ser uma festinha tôsca, já que o pessoal do cerimonial da prefeitura, ao fazer o convite, não soube dizer que tipo de apresentação haverá.
Depois do cancelamento de uma das noites da apresentação de Madonna na Argentina, muito se especula. Mas a certeza que é geral para todos que sabem o mínimo dos bastidores da turnê da diva pela América do Sul, a culpa só pode ser da T4F, ou Time For Fun - isto mesmo sem a confirmação real de nada.
Midia e público estão de olho na empresa e com muitos motivos. Quem acompanhou a tragédia das vendas dos ingressos para o show da Madonna já tem mais que reservas com a marca. E muitos boatos rolam sem parar, assuntos que podem prejudicar a realização do show. Dizem as más linguas que para a T4F está tudo ok, afinal o dinheiro já está na conta. Outros já demonstram verdadeira alergia quando se liga o nome T4F a algum evento, e por ai vai. Comentários contam que muita gente envolvida no processo já está cansada com o processo enrolado de trabalho da empresa. E para muita gente, Time For Fun está mais para Just For Fun… e com a cara do público, alguns afirmam.
Triste! Será que nenhum empresário de verdade, e responsável, terá coragem de um dia pegar este mercado e torna-lo mais comprometido e sério?
***
Você tem medo da Time For Fun?
Em abril do distante ano de 1979, a revista norte-americana Time publicava matéria de capa, com o título “How Gay is Gay?” (clique para ler em inglês) sobre a então crescente visibilidade dos gays através dos movimentos políticos e sociais.
Não obstante, afirmavam que pesquisas na época indicavam que apenas 1% dos gays estava fora-do-armário, o restante no máximo contava sobre sua sexualidade para amigos confiáveis.
Um professor de Cambridge diz que na década de 60 “poucas pessoas conheciam um gay, e que agora (em 79) a maioria das crianças cresce sabendo que alguém que conhecem é gay”. No que a revista encerra a matéria colocando: “Conhecimento, porém, não necessariamente significa aceitação”.
Com o passar do tempo, o mundo mudou, e há uma situação - ainda que não ideal - bem melhor para muitos gays. Mas, ainda assim, sempre surgem questões desafiando os gays. Por exemplo, tive um amigo gay que, ao descobrir que seu irmão - casado e com filhos - era gay também e resolveu se assumir, teve um piripaque e condenou o irmão sem hesitação.
A pergunta da Time (How Gay is Gay?) poderia ser transportada para uma outra situação, a contada no filme canadense “Breakfast With Scot”, em que um casal gay passa a tomar conta do sobrinho de um deles. O moleque tem gosto e manias, digamos, não comuns a meninos heterossexuais, o que faz com que o casal desconfie que ele seja gay, e vai ter que aprender a lidar com essa possibilidade.
A história do ativista americano Harvey Milk, que está sendo contada em filme com Sean Penn e dirigido por Gus Van Sant, já foi um musical chamado The Harvey Milk Show, tendo estreado em 1991. Hedwig and the Angry Inch também foi um musical Off-Broadway em 1998.
Curiosidades sobre musicais gays (ou com personagens gays) podem ser lidas no site Queer Music Heritage
Já para quem gosta de coisas camp, o mesmo site tem, para ser ouvido, o catálogo da misteriosa gravadora Camp Records, que nos anos 60 lançou músicas com temática gay sem que ninguém até hoje saiba direito quem as cantou ou produziu.
Num dos LPs, The Queen Is In The Closet, as maioria das músicas é com voz afeminada. Já em outro, Mad About The Boy, são vozes másculas e jeitão de cabaret, porém cantando músicas que originalmente foram escritas para mulheres cantarem, o que faz com que, cantadas por homens, fiquem bem gays.
Sempre que se fala de AIDS, coisas me vem a cabeça. Outro dia, o Fabrizio, se não me engano, levantou a lebre por aqui, perguntando quem namoraria um soropositivo - ou pelo menos, sabidamente soropositivo -, pois convenhamos que muitos de nós já deve ter ido para cama com um parceiro que tinha o virus e não nos informou ou ele mesmo não tinha ainda ciência do fato. Eu, por exemplo, só poderia descobrir se tenho o virus nos meus exames anuais, e acredito que muitos dos que me leem também.
A AIDS já provou que veio para ficar. Não adianta, vão existir medicamentos, o tempo vai passar, mas ainda por muitos anos ouviremos casos de novos contágios. Só que eu acredito que as mortes serão mais raras e, se deus quiser, a contaminação deverá diminuir. Temos que nos conscientizar. Claro que não é assim só falando e com discursos lindos que a coisa melhora, vamos agir!
Mas uma coisa mais grave sobre o HIV me perturba: a questão social. Como podemos esperar que sejam sinceros conosco, se o que damos em troca é o abandono.
Eu explico: muita gente acha que um cara soropositivo (eu também já pensei assim um dia) tem a obrigação de dizer que o é ao embarcar em suas aventuras sexuais, ou mesmo ele não pode mais ter as tais aventuras e precisa ser “mais sério, afinal foi a promiscuidade que o fez assim”. E por ai seguem os discursos do preconceituosos, medrosos e toda sua corja de desinformados e desinteressados.
Não podemos decretar a morte de um cara que contraiu HIV, nem condenar alguém por isto.
Vou tentar dividir e explicar meus pensamentos - tarefa dificil!
***
Confessar-se soropositivo:
Você diz para cada pessoa que beija que já teve herpes? Ou que teve algo assim contagioso? Você mesmo, já parou e pensou se estivesse contaminado se sairia explicando sua história e se expondo por ai?
***
Parar com a vida sexual:
Você acha justo que uma pessoa pare de viver, sexualmente falando, por conta de um virus, que não é simples, mas não é o fim do mundo? Embora já se tenha pensado muito assim um dia.
***
E a maior das questões: VOCÊ IRIA PARA CAMA COM UM SOROPOSITIVO? Ou melhor, você já foi com um? E não falo mais aqui daqueles que não sabemos contaminados.
EU JÁ FUI! Claro que já devo ter ido também com muitos que nem desconfiei. E confesso que a minha reação ao saber não foi das melhores. Fiz cara de moderninho e mente aberta, mas por dentro estava trêmulo e as primeiras vezes não fluiu como seria sem a consciência de estar ao lado de alguém que me “apresentava um perigo real e sabido”. Porém aquele namoro de 3 meses (ele acabou por não se aceitar em uma relação com um soro-discordante) me fez crescer muito. Não, nunca quis a medalha do bom-moço ou do salvador, como ouvia de alguns, estava apenas a fim de curtir o sexo e o amor de um cara que amava e fazia me sentir muito bem ao seu lado.
Depois deste relacionamento eu aprendi a pôr o cérebro antes da cabeça do pau e o preservativo no meio, pois antes eu sempre curti um bareback. Confesso também que andei, mesmo depois desta experiência, fugindo da regra, mas logo me eduquei e passei a cuidar mais de mim para poder cuidar também de um futuro novo parceiro que poderia surgir e até se tornar mais duradouro. E quando falo que pus o cérebro na coisa, não quer dizer que passei a pensar mais e tornei o sexo algo chato e calculado, apenas mais seguro e prazeroso, porque quando se vai para a cama com culpa, nem viagra dá jeito. Ainda neste periodo também descobri que o sexo bom é aquele que se faz com consciência e sem papéis muito definidos, mas sempre se respeitando e respeitando o parceiro também.
Aproveito também para dizer que estou longe de condenar os praticantes de bareback e sim condeno todo e qualquer pessoa que ponha a vida do próximo em risco. E também vejo o que chamam de promiscuidade com outros olhos. Ser promiscuo para mim é mais complexo que simplesmente se aventurar em busca de prazer consciente e responsável. Só que ai entramos em uma discussão maior e um dia volto neste ponto.
***
Hoje é um dia muito importante. É o dia em que toda a Humanidade deve parar e refletir sobre como combater e se prevenir contra um pequeno virus que pode nos exterminar. Mas acho que o mais importante no dia de hoje é raciocinarmos sobre o que fazemos para evitar que algo pior que o virus nos extermine: o preconceito.
Aproveite este primeiro de dezembro para PENSAR e REFLETIR sobre como você vê a AIDS e seus possiveis parceiros e amigos soropositivos. E ore (a sua maneira, seja lá um homem de fé ou não) não somente pelo “fim” da AIDS, mas pelo fim deste sentimento contra os que a possuem. E lembre-se que o pior da vida é o preconceito, o resto resolvemos com atenção e cuidado.
Depois de mais um mês inteiro de tempos divididos entre vida pessoal e muitos projetos ao mesmo tempo (três, para ser preciso) e, além de tudo, depois de muito (!!!!) trabalho, stress e corre-corre, o domingo amanheceu para mim às 9 da manhã, quando pisei em minha casa e pude tomar a minha tão aguardada ducha quente por hoooooooras (põe mais horas ai!). Mas o sono não veio, embora o corpo esteja somente no bagaço. Acho que esta noite será de apagão!
Mais um trabalho chega ao final. Algumas lições profissionais e pessoais aprendidas (sempre bom!), a voz bem roquinha (e por que não dizer: sexy), o NOKIA TRENDS 2008 já virou um sucesso do passado. De certo meu trabalho ainda não acabou, tenho todas prestações de conta e desproduções normais, o que vai com certeza me garantir mais uma semana de pouco sono, dias muito curtos (preciso de mais horas) e mais reclamações (ai, gente, sou um chato reclamão. Admito!), afinal amanhã passo a me dedicar a Madge. Pois é, sai dos djs do NT e entra a diva pop e seu camarote Renner. Ponto aérea ai vamos nós! Graças a Deus tenho dois colaboradores tão ativos (ui) e excelentes que me faltam adjetivos e elogios para expressar toda minha gratidão, orgulho e alegria. Hoje, o Carioca Virtual não é mais só meu - e isto é delicioso!
***
O projeto Nokia Trends, que surgiu para trazer ao público brasileiro as principais tendências artísticas do mundo, encerrou sua programação com cerca de 10 horas, ocupando espaço de 1.700 m² e contou com público de cerca de 2.500 pessoas. Nenhuma ocorrência médica ou policial foi registrada durante o evento, das 21h até 6h30 de hoje, domingo.
A produção da equipe SuperProduções, sob a direção do sempre competente Marcelo Jabur e contando com a direção de arte dos meninos da Deli Design (Renato & MauK), transformaram o (tristemente) destruito e tradicional Cine Marrocos (hoje não mais que um imovel abandonado e esquecido no centrão paulistano) em um verdadeiro mega clube com capacidade para quase 3 mil pessoas. O Marrocos ganhou glamour e modernidade, ficando irreconhecivel!
Mas o melhor da noite foi mesmo o line-up. Artistas pouco divulgados aqui, outras surpresas e tudo muito alinhado com a proposta de tendência do Nokia Trends, levaram o público a nivel muito além da simples e máxima euforia.
Eu presenciei momentos que me deixaram com a sensação de estar em um grande festival openair, apesar do teto e das paredes. O pouco que pude parar e ver (fiz questão de assistir ao NASA e suas popozudas do espaço e, óbvio, ao meu mais-que-idolatrado Z-Trip, que, ciente da devocão de toda a equipe, tocou o nosso hino: “Mashuptight”), assistir do melhor lugar: a housemix, a sala de tecnica e operação que estava do lado oposto do palco, ao fundo, e uns 2 metros do chão.
***
A primeira atração, a abrir o palco do Nokia Trends, foi Mauricio F., que contou com a participação dos músicos Beto Montag e Gui Mendonça, do Projeto Guizado. Sua performance foi complementada pela exibição da obra de Fernando Velazquez, Itercâmbio de Horizontes, inspirada pelo aparelho Nokia N96 e sua função de geotaggeamento. O experimentalismo musical marcou a apresentação, que transitou entre batidas quebradas, como a faixa “Gameboy Gamegirl”, além da percussão de Beto Montag e os flertes com a música brasileira, característicos do trabalho de Maurcio F.
Bomb the Bass (que conseguiu um feito grandioso - tirou meu amigo Luciano Bortolloti de casa, pois o mocinho estava bem desanimado com as atrações deste ano), primeira atração internacional do Nokia Trends, apresentou as faixas “Burn the Bunker”, “So Special”, “Bug Powder Push”, entre outras. Versões de “Megablast” e “Beats Dis” também levaram os fãs a relembrarem os primeiros trabalhos de Tim Simenon, cabeça da banda, no final dos anos 80. O mentor do Bomb the Bass foi acompanhado do vocalista Paul Conboy, além do DJ Claudio Spoletini e do VJ Valerio Spoletini.
Kid Sister foi a segunda atração a subir ao palco, com suas dançarinas de break e o DJ Gant Wilson, que comandou as pickups durante a apresentação das faixas “Pro Nails”, “Control” e o hit “Beeper”. Melissa Young, seu nome de origem, chegou animada e contagiou o público, antecipando o lançamento do seu álbum previsto para o início de 2009.
A dupla Zegon (BR) e Squeak E. Clean (USA), mostrou a junção de referências das duas Américas ao melhor estilo hip-hop-espacial, representado por extraterrestres criados especialmente para o Nokia Trends. N.A.S.A. foi uma das performances que mais entusiamou as pessoas presentes no Cine Marrocos, com um setlist permeado por Rage Against the Machine, um remix da música “Get Innocuous”, de LCD Soundsistem, e “Put your hands where my eyes can see”, de Busta Rhymes, entre outros.
Z-Trip girou seu primeiro disco por volta das 3h30. Pioneiro dos mashups e das colagens sonoras, o DJ disparou seus scratches e cortes precisos com misturas que conciliaram funk, drum‘n’bass e dubstep, chegando a incluir a faixa “Voz Ativa”, do grupo brasileiro Racionais, sobre os riffs de “Show me how to live”, da banda norte-americana Audioslave.
Coube ao Roots Rock Revolution, dupla conhecida na noite alternativa de São Paulo, a tarefa de encerrar o evento. Faixas como “Short Dick Man”, do 20 fingers, e “Standing in the way of control”, do The Gossip, repaginadas pelas mãos da dupla William Mexicano e Fabio Smeili, conduziram a platéia ao divertimento final.
Pedro Dubstrong comandou a pista durante as transições de palco, fazendo a introdução de todas as atrações, adaptando seu set sempre versátil, desde hip hop e funk, até black music dos anos 70 e dancehall. Daniel Zanardi era o VJ responsável pelas imagens manipuladas no palco.
***** E agora que venha a titia! Dias 14 e 15 no Rio e 18, 20 e 21 em São Paulo. Terça já embarco para a minha Cidade Maravilhosa.