Certamente vocês já ouviram falar em Buck Angel, a primeira mulher que fez operação para virar homem e acabou um dos maiores astros da indústria do pornô americana. Pois bem: Buck tem site, marcas registradas (tanto “Buck Angel” quanto “O homem com uma buceta” estão registrados) e é hoje um dos mais bem sucedidos transsexuais do mundo GLBT com seus filmes pornôs e performances ao vivo.
Inclusive, este post é para dizer que Buck Angel - e seu indefectível charuto na boca - foi premiada com o AVN Transsexual Performer of the Year, espécie de Oscar da indústria pornô americana, e com o Circuit Party performer of the Year por seu show ao vivo Black Party, uma das coisas mais babado de Nova York. Quer ver mais? Clica aqui. E viva a diversidade!!!
A matéria de capa da Época desta semana: ” 80 blogs que você não pode perder”. E o meu não está ali… COMO ASSIM!?! Vou processa-los e exigir meus R$8,40 de volta… Falta de respeito! Liguei pra redação de Época em busca de uma resposta. Eles me falaram que não me preocupe pois o Carioca Virtual está numa lista especial que irão publicar em breve: “8 blogs que você tem que ler”.
Estão perdoados. (rs)
Em tempo: Te Dou Um Dado merecidamente está entre os 80, assim como o do Pedro Doria e do Noblat, e Papel Pop. Boa listinha! mas faltou coisa viu Renata Leal (repórter responsável). Ah, poderia rolar uma listinha da blogaysfera.
A cada ano descubro que alguns queridos amigos são cada vez mais especiais. Ontem foi a festa de aniversário do mais-que-demais EMILIO JORGE. Conheço o Emilio desde que cheguei em Sampa, quando frequentava a BioRitmo da Paulista. Estive em todas as suas festas desde o inicio e sempre percebi o carinho que o tratam e como ele recebe aqueles que o cercam.
*
Depois de um sábadão corrido entre reuniões com mais de 4 horas de duração, consegui chegar (às 21h30) a penthouse do Paraiso para a festinha, que desde às 15h, estava regada a bebida, amigos e muito “home-bão” - e como Emilio é cercado deles!!
Mas o sucesso da noite (quer dizer, um dos mais comentados e que mais me chamaram a atenção) responde pelo apelido de Mika e era realmente um belo modelo masculino. AQUI um videozinho do próprio.
Acabo de ler um comentário muito esclarecedor, lúcido e que considero extremamente correto feito pelo participante Gilson de Almeida no mais famoso, antigo e badalado grupo de discussões da internet voltado para assuntos LGBT, Lista GLS.
Seu comentário segue:
“O Elton John é contra todos os tipos de religiões: ele chegou a
dizer uma vez que as religiões deveriam ser proibidas.
Entendo o que ele quis dizer. O problema está com o duplo sentido da
palavra “casamento” (civil e religioso). Casamento civil é uma coisa
entre o casal e o Estado e ponto. Se a parceria civil implica nos
mesmíssimos direitos do casamento civil (como parece acontecer no
Reino Unido, mas não nos EUA), ótimo. Casamento religioso é uma
coisa totalmente diferente: um contrato entre o casal e o grupo
religioso escolhido pelo fiel. Não deve ter validade legal nenhuma.
Acho que ao defendermos o casamento gay devemos deixar isso bem
claro: nenhuma igreja vai ser obrigada a oficializar casamentos
gays.
(…) Entendo essa necessidade de ser reconhecido perante sua fé.
No entanto, acredito que essa aceitação não deve vir por meio de uma
lei ou emenda à constituição. Deve vir, isso sim, de um trabalho de
convencimento junto às organizações religiosas.”
CONCORDO PLENAMENTE. E como sou totalmente anti-religião, ainda digo mais, se o deus que o seu grupo religioso te apresenta não te aceita por sua orientção sexual, ou põe a cama na frente da fé, busque conforto entre aqueles que te amam de verdade. Com certeza deve haver um deus que te ame como te fez. Talvez ele esteja já ai dentro e nem precisa de um templo ou casa alheia para se manifestar.
Sei que não tão simples assim, mas quem disse que a vida é para amadores?
Se era um desfile de jóias, por que não usaram apenas o corpo dele? Paninho desnecessário! acabou atrapalhando a gente de ver a melhor de todas as jóias - assim dizem (e muito!!!) por aí!
Veja mais no Blog Made In Brazil
Gay é o novo negro, diz a The Advocate, se referindo à luta pelos direitos civis gays, numa analogia às conquistas dos negros nos EUA, país que acabou de botar um negro no topo do poder.
A frase na capa é uma afirmação, mas dentro da revista vem como pergunta (Gay Is the New Black?).
Destaque para o trecho em que o autor divide com seus leitores a responsabilidade de conquistar as mudanças desejadas: “Seja você quem for, é hora de dar as caras. Pois são os rostos - não os argumentos - que irão resolver essa questão da igualdade no casamento”.
O querido amigo Evandro Angelo está cuidando pessoalmente da maquiagem de Yoko Ono, em sua passagem por São Paulo. Ela está hospedada na suite presidencial do Hotel Unique e por lá o hairstylish instalou seu quartel general.
Pra quem não conhece, se chama Sleeveface e, segundo o jornal inglês Telegraph, alguns vêem como arte, outros como um jogo, uma brincadeira divertida, a salvação do vinil. Sobrou até pro Cartola, conforme uma das imagens abaixo (clique nelas para aumentar).
Uma excelente dica de texto sobre o casamento gay e o Prop8 que recebi de um dos leitores deste blog, Luan Oliveira, reproduzo a seguir. Foi postado no blog do Pedro Doria, que é hétero e de uma lucidez impressionante. Fiquei até comovido e sonhei, por um instante, com um mundo melhor - acho que todos estamos ainda vivendo o efeito Obama.
***
Ao longo da última semana, recebi nos comentários e por email cobranças sobre a falta de menção da vitória da Proposição 8, na Califórnia. Em pelo menos dois dos emails havia uma nítida aflição: se nem na Califórnia o casamento gay passa, será que haverá alguma chance em algum lugar no mundo? É um assunto que mexe principalmente com quem está pessoalmente envolvido. E dói.
Este post segue num formato um pouquinho diferente.
Como o Sim venceu na Proposição 8, a constituição do Estado será emendada para ganhar um artigo no qual o casamento civil é caracterizado como a ‘união entre um homem e uma mulher’. Uniões civis entre pessoas do mesmo sexo continuam legais.
Na Califórnia, enquanto o resultado não é oficializado, alguns condados estão celebrando tantos casamentos quanto possível.
Lutas por direitos civis não são simples e seguem sempre assim, com idas e vindas. Não consigo imaginar um mundo em 2030 no qual o casamento entre homossexuais não seja legal em todo o ocidente. Será. Vai acontecer. Acontecerá até no Brasil. Acontecerá antes se o movimento LGBT tupinambá pressionar. Depois de todo o mundo, se ninguém tocar na questão. Acontecerá – mas demora.
Por que ‘casamento’?
Palavras são importantes. A palavra casamento tem um peso na sociedade. Perdoem se pareço piegas, mas é que não há outras palavras para exprimir a idéia: casamento quer dizer um vínculo de amor e dedicação. Casamento é uma mudança, uma fase de vida que se inicia – uma fase que, idealmente, só será interrompida pela morte de um no casal. Este é o tamanho da dedicação. É uma das decisões mais importantes de nossas vidas. É uma união maior que todos reconhecemos, uma maneira de comunicar a todos que agora você divide a totalidade de sua vida, de seus projetos, ambições, com um par. Casamento é um processo pelo qual quase todos nós, humanos, passamos. Casamento não é uma obrigação, mas faz parte de nossa humanidade. Não se tira esse direito de parte da humanidade.
Dizer que duas pessoas do mesmo sexo não podem casar quer dizer que duas pessoas do mesmo sexo não podem desenvolver um vínculo de amor e dedicação. No fim, a idéia disfarça o preconceito de que só pode ser tara. Só pode ser sexo.
Simplesmente não é certo.
Mas nem na Califórnia?
A Califórnia não é o estado mais liberal dos Estados Unidos? Não é – como me perguntou um leitor por email – onde fica San Francisco, a capital gay do planeta? (Não sei se San Francisco é a capital gay do planeta; é uma cidade como todas as outras grandes cidades que conheço e, como todas, também tem sua vizinhança gay. Mas, até por motivos históricos e turísticos, Sanfran cultiva esta imagem e, rebeldes dentro dos EUA, os cidadãos daqui gostam da idéia de se sentirem mais tolerantes a diferenças do que todo o resto. Na verdade, não são tão diferentes assim dos novaiorquinos. E, se me ouvirem falando algo assim, apanho.)
A Califórnia tende a ser liberal, sim. Mas é preciso tomar cuidado com estereótipos. A imprensa sensacionalista de direita, nos EUA, gosta de pintar Califórnia e Nova York como Sodoma e Gomorra perante uma América cristã e conservadora no miolo. Nem um, nem outro, são verdade. Não foi apenas o prefeito playboy e democrata de San Francisco que fez campanha pelo Não. O governador republicano da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, também fez. Em todo o país, um em cada três republicanos se declaram favoráveis ao casamento gay e parte do Partido Republicano da Califórnia fez campanha pelo Não.
A Califórnia não é um estado homogêneo. Como mostra o mapa de quem votou contra e quem votou a favor, é um estado dividido entre litoral e interior.
No litoral, se concentram as grandes cidades – San Diego, Los Angeles, San Francisco – e boa parte da indústria de ponta que enriquece o estado: o cinema, a tecnologia e o desenvolvimento de alternativas ao petróleo. Aqui onde vivo, no Vale do Silício, península de San Francisco, em cada gramado havia uma placa de Obama e outra de NO à Proposição 8. As pessoas realmente se engajaram. O casamento gay lhes era uma causa tão cara quanto tirar o Partido Republicano da Casa Branca. Evidentemente, os eleitores do outro lado também estavam igualmente envolvidos.
O interior, próximo a estados como Arizona, Novo México e Texas, é formado por cidades pequenas e muitas estradas, o típico interiorzão norte-americano.
Durante boa parte da campanha, as pesquisas indicaram que o Não venceria com facilidade. Foi apenas em outubro que o resultado começou a mudar. Um comercial de televisão que foi ao ar no último mês pareceu ter sido bem eficaz: afirmava que, se o casamento gay fosse incentivado, crianças aprenderiam sobre homossexualidade no jardim de infância. Coincidência ou não, as pesquisas viraram quando ele foi ao ar. E foi muito ao ar. Bastava ligar a tevê que o filmete já estava passando. Houve gente, impossível saber quantos, que confusa com a pergunta votou Sim achando que defendia o casamento gay. Algumas pesquisas dizem que o Não venceu entre brancos mas perdeu entre hispânicos e, principalmente, entre negros. Mas há também especialistas que sugerem que as pesquisas tinham falhas metodológicas.
Não é, aqui na Califórnia, uma questão religiosa. Todos os bispos episcopais fizeram campanha pelo Não. O rabinato saiu oficialmente a favor do casamento gay. Uma boa parte da Igreja Adventista, idem. Houve oposição religiosa, principalmente dos mórmons, que trouxeram dinheiro de fora do estado para a campanha, mas a disputa foi equilibrada até em termos financeiros. O Sim teve a sua disposição 35,8 milhões de dólares e o Não, 37,6 milhões. Jamais uma campanha eleitoral por uma causa, e não por um candidato, custou tão caro nos EUA.
E as Uniões Civis?
Nos EUA, há algumas diferenças do ponto de vista fiscal entre união civil e casamento; há alguns direitos como o de visitas em hospital que também são afetados. União civil resolve a questão de herança, mas não caracteriza família. Este é um detalhe; os contratos de união civil poderiam ser modificados por uma lei para ficarem idênticos ao de casamento.
A questão que está realmente em jogo é a palavra casamento.
Na verdade, se a palavra fosse irrelevante como sugerem alguns, não haveria tanta gente lutando contra seu uso civil para uniões do mesmo sexo. E é justamente porque é importante que o Estado não deve decidir quem pode ou quem não pode casar. A decisão cabe a dois adultos responsáveis e a ninguém mais. Para expressar a mesma idéia em termos liberais, a decisão cabe a dois indivíduos e o Estado nada tem com isso.
E agora?
O Condado de Santa Clara, onde vivo, e as cidades de San Francisco e de Los Angeles estão movendo ações de inconstitucionalidade. Alegam que, como o objetivo da Proposição 8 é a supressão de um direito, ela não deve ser uma emenda (ou inclusão) à Constituição e sim uma revisão da carta. Assim, para que a mudança ocorra, seria necessário não um plebiscito mas a aprovação de 2/3 do plenário da Câmara e Senado estaduais. Se a Justiça considerar que estão certos, a Proposição 8 cai por terra e o casamento volta a ser legal.
Independentemente disso, o caminho do casamento gay passa pela Suprema Corte dos EUA que definirá, para todo o país, se é constitucional ou não. Barack Obama venceu. Os novos dois ministros da Corte serão liberais. Proibir o casamento gay terminará por ser considerado inconstitucional em dez ou quinze anos.
Me permitam ser mais pessoal.
Nas constantes discussões a respeito de questões sociais, sempre busco compreender o outro lado. Sou a favor da legalidade do aborto, mas compreendo o dilema do início da vida. Sou contra a pena de morte – mas compreendo o dilema perante crimes hediondos. Entendo menos – mas entendo – quem questiona o estudo de células tronco embrionárias. São questões, no fim, que nos levam a conclusões dolorosas. É escolher entre duas possibilidades ruins que nos obrigam a compreender o que é ser humano e optamos por sacrifícios de um lado e do outro.
Alguns têm certezas. Certezas são reconfortantes, sempre. Feliz de quem tem certezas pelo mundo, a vida fica bem mais simples.
A questão da franca repulsa ao casamento gay não é uma que compreendo. Tenho dificuldades de ter empatia pelo outro lado. É um assunto que caminha ali com as leis segregacionistas que tantos países tiveram. Nada de racional o justifica. Todos os argumentos me parecem apenas uma desculpa para o preconceito. Não sei o que o futuro dirá a respeito de aborto e tantas outras questões. O casamento gay será legal em boa parte do mundo e este tempo em que vivemos nesta luta por sua legalização será lembrado como o período em que ainda havia Apartheid na África do Sul ou Jim Crow no sul dos EUA.
Passará.
Só que 2030, ou 2040, é muito longe. Há uma ou duas gerações de gays que não poderão se casar em vida porque este direito lhes foi negado. O fato de que está próximo não lhes traz conforto.
Mas, principalmente para quem está aflito, lembrem a história de Alan Turing. Matemático, de longe uma das mentes mais brilhantes do século 20, um dos maiores heróis da Segunda Guerra – decifrou o código dos nazistas permitindo aos aliados interceptarem e compreenderem suas mensagens –, inventor do computador, foi condenado em 1953 pela prática de sodomia. Por ser gay. Em Londres. Foi condenado a fazer um tratamento hormonal para ’se curar’. Turing, que era um homem bonito, e vaidoso, começou a ver o peito inchar por causa dos hormônios. Como se virassem seios. Cometeu suicídio.
Em Londres, nos anos 50, era assim que tratavam um herói de guerra por ser gay. Barbárie. Olhem para Londres hoje. Vejam como esse passado parece remoto.
Em 2002, ser gay era crime no estado do Texas. Aí a Suprema Corte dos EUA considerou a lei inconstitucional. Às vezes, o passo da história é lento. Sei que, hoje, algumas pessoas ainda não estão plenamente integradas à sociedade. Não têm direitos plenos. Como já aconteceu com negros. Com mulheres. Com índios. Mas mesmo mulheres e negros e índios ainda têm coisas por conquistar. Vai acontecer.
E qualquer um, evidentemente, tem o direito de me questionar: paciência é fácil quando se é homem, branco e heterossexual. É. Não sinto na pele o que é não ter direitos plenos. Só porque vai acontecer não quer dizer que ninguém tenha que ter paciência.
Pois bem: lutem. E me avisem se precisarem de ajuda.
Hoje o menino, ex-blogueiro e amigo Hallan Moullin completa idade nova e este blog deseja muitos sonhos novos, realizações de todos os antigos, muitas alegrias e PARABENS!
Esse texto eu copiei do blog “Diário de Bordo” por conta da tradução espetacular, por conta do Keith Olberman em si e por conta do comentário de um modo geral. Absolutamente tocante. O Pedro Dória também fala disso em seu blog. Pablo Villaça, Keith Olberman e Pedro Dória. São vozes de caretas no meio do tiroteio entre reacionários e gays. Vozes lúcidas. Maduras. Ponderadas. Um show de bom senso e humanidade. Confira aqui o Keith e a tradução do Pablo:
“Ontem à noite (10 de novembro), o âncora Keith Olbermann, da MSNBC, fez um comentário emocionante (e emocionado) sobre a aprovação da Proposta 8, que baniu o casamento entre homossexuais na Califórnia. É uma fala tão sensata e humana que não pude deixar de traduzi-la, mesmo que parcial e rapidamente, para postá-la aqui no blog ao lado do vídeo que traz o pequeno discurso de Olbermann. (Se quiser reproduzir a tradução em algum lugar, sinta-se à vontade - mas peço apenas que cite este blog como fonte, ok?)
“Alguns esclarecimentos, como prefácio: não é uma questão de gritaria ou política ou mesmo sobre a Proposta 8. Eu não tenho nenhum interesse pessoal envolvido, não sou gay e tive que me esforçar para me lembrar de um membro de minha imensa família que é homossexual. (…) E, apesar disso, essa votação para mim é horrível. Horrível. (…) Porque esta é uma questão que gira em torno do coração humano – e se isto soa cafona, que seja.
Se você votou a favor da Proposta 8 ou apóia aqueles que votaram ou o sentimento que eles expressaram, tenho algumas perguntas a fazer, porque, honestamente, não entendo. Por que isso importa para você? O que tem a ver com você? Numa época de volubilidade e de relações que duram apenas uma noite, estas pessoas queriam a mesma oportunidade de estabilidade e felicidade que é uma opção sua. Elas não querem tirar a sua oportunidade. Não querem tirar nada de você. Elas querem o que você quer: uma chance de serem um pouco menos sozinhas neste mundo.
Só que agora você está dizendo para elas: “Não!”. “Vocês não podem viver isto desta forma. Talvez possam ter algo similar – se se comportarem. Se não causarem muitos problemas.” Você se dispõe até mesmo a dar a elas os mesmos direitos legais – mesmo que, ao mesmo tempo, esteja tirando delas o direito legal que já tinham (o do casamento civil). Um mundo em volta deste conceito, ainda ancorado no amor e no matrimônio, e você está dizendo para elas: “Não, vocês não podem se casar!”. E se alguém aprovasse uma Lei dizendo que você não pode se casar?
Eu continuo a ouvir a expressão “redefinindo o casamento”. Se este país não tivesse redefinido o casamento, negros não poderiam se casar com brancos. Dezesseis Estados tinham leis que proibiam o casamento inter-racial em 1967. 1967! Os pais do novo Presidente dos Estados Unidos não poderiam ter se casado em quase um terço dos Estados do país que seu filho viria a governar. Ainda pior: se este país não houvesse “redefinido” o casamento, alguns negros não poderiam ter se casado com outros negros. (…) Casamentos não eram legalmente reconhecidos se os noivos fossem escravos. Como escravos eram uma propriedade, não podiam ser marido e mulher ou mãe e filho. Seus votos matrimoniais eram diferenciados: nada de “Até que a morte os separe”, mas sim “Até que a morte ou a distância os separe”.
O casamento entre negros não era legalmente reconhecido assim como os casamentos entre gays (…) hoje não são legalmente reconhecidos.
E incontáveis são, em nossa História, os homens e mulheres forçados pela sociedade a se casarem com alguém do sexo oposto em matrimônios armados ou de conveniência ou de puro desconhecimento; séculos de homens e mulheres que viveram suas vidas envergonhados e infelizes e que, através da mentira para os outros ou para si mesmos, arruinaram inúmeras outras vidas de esposas, maridos e filhos – apenas porque nós dissemos que um homem não pode se casar com outro homem ou que uma mulher não pode se casar com outra mulher. A santidade do matrimônio.
Quantos casamentos como estes aconteceram e como eles podem aumentar a “santidade” do matrimônio em vez de torná-lo insignificante?
E em que isso interessa a você? Ninguém está te pedindo para abraçar a expressão de amor destas pessoas. Mas será que você, como ser humano, não teria que abraçar aquele amor? O mundo já é hostil demais. Ele se coloca contra o amor, contra a esperança e contra aquelas poucas e preciosas emoções que nos fazem seguir adiante. Seu casamento só tem 50% de chance de durar, não importando como você se sente ou o tanto que você batalhará por ele. E, ainda assim, aqui estão estas pessoas tomadas pela alegria diante da possibilidade destes 50%. (…) Com tanto ódio no mundo, com tantas disputas sem sentido e pessoas atiradas umas contra as outras por motivos banais, isto é o que sua religião te manda fazer? Com sua experiência de vida neste mundo cheio de tristeza, isto é o que sua consciência te manda fazer? Com seu conhecimento de que a vida, com vigor interminável, parece desequilibrar o campo de batalha em que todos vivemos em prol da infelicidade e do ódio… é isto que seu coração te manda fazer?
Você quer santificar o casamento? Quer honrar seu Deus e o Amor universal que você acredita que Ele representa? Então dissemine a felicidade – este minúsculo e simbólico grão de felicidade. Divida-o com todos que o buscam. Cite qualquer frase dita por seu líder religioso ou por seu evangelho de escolha que te comande a ficar contra isso. E então me diga como você pode aceitar esta frase e também outra que diz apenas: “Trate os outros como gostaria de ser tratado”.
O seu país – e talvez seu Criador – pede que você assuma uma posição neste momento. Um pedido para que se posicione não numa questão política, religiosa ou mesmo de hetero ou homossexualidade, mas sim numa questão de Amor. (…) Você não tem que ajudar ou aplaudir ou lutar por ela. Apenas não a destrua. Não a apague. Porque mesmo que, num primeiro momento, isto pareça interessar apenas a duas pessoas que você não conhece, não entende e talvez não queira nem conhecer, é, na realidade, uma demonstração de seu amor por seus semelhantes. Porque este é o único mundo que temos. E as demais pessoas também contam.”
Pois depois de quase me mijar com a descrição de Tony Goes do show de Kylie Minogue em Sampa, recebi um email ainda mais hilário do querido Milton sobre o mesmo show. Espia:
“Olha, amigo meu disse que fontes seguras lhe contaram que tinha um grupo de bibinhas - mais precisamente sete - portando placas com a singela frase “I (coraçãozinho de “love”) K Y L I E”, cada letra/coraçãozinho devidamente em uma das plaquinhas. Elas foram se empolgando tanto e sendo empurradas ao mesmo tempo pela turba ensandecida de barbies e congêneres que as tais das plaquinhas ou foram caindo ou descartadas por essas esforçadas beezinhas fanáticas. Mas duas delas não se deram por vencidas. No final, duas singelas plaquinhas bradavam ao mundinho: K Y”.
Gente, Kylie canta aqui em Pequim dia 1 de dezembro e eu vou. Mas tenho absoluta certeza de que não vou rir nem 10% do que eu ri agora com estes textos. Eu A-M-O senso de humor gay. Ahfalei.com.br
No filme Beleza Americana, o pai homofóbico do personagem Ricky se oferece sexualmente ao personagem Lester. Ao ser rejeitado, o homofóbico mata seu objeto de desejo.
O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (criador do termo Sincronicidade, conceito que classifica acontecimentos não por relação causal mas por relação de significado, também chamado de coincidência significativa), em sua explicação sobre a Sombra, ajuda a entender situações como essa do filme.
Para Jung, as principais estruturas da personalidade seriam arquétipos: Ego, Persona, Sombra, Anima (nos homens), Animus (nas mulheres) e Self.
A Sombra é o núcleo do material que foi reprimido da consciência, são as tendências, desejos, memórias e experiências que são rejeitadas pelo indivíduo como incompatíveis com a Persona e contrárias aos padrões e ideais sociais.
Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade.
A Sombra é perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas qualidades indesejáveis em outros ou a deixar-se dominar pela Sombra sem o perceber.
A homofobia pode ser resultado de uma pressão social que leva o indivíduo a ter que confirmar sua heterossexualidade íntegra e intocável, reprimindo partes de si mesmo que ele considera imoral para um heterossexual numa sociedade heterossexualizada.
Sem condições de admitir que não se encaixa no código moral heterossexual, o homofóbico opta por odiar a projeção da sua sombra, ou seja, tudo que ele entende ser manifestação de homossexualidade.
Minha avó dizia que duas coisas determinavam a chegada da maturidade: a perda dos nossos idolos e a percepção de que tudo que era bom existiu no passado. Ela era analfabeta, mas muito inteligente.
Assim me sinto. Mais maduro, mais velho, porém sem sofrimento algum, embora mais gordo.
Ontem recebi a notícia da morte de mais uma diva internacional. E diva hoje em dia é coisa do passado. Tem tantas por ai, cheias de playback e sintetizadores que as vozes de verdade são raras. E ontem foi-se para o lugar-onde-vão-as-grandes-estrelas-da-música a excelente e engajada sul-africana Miriam Makeba. Mundialmente conhecida como Mama Africa e Imperatriz da música africana. Ela nasceu em 1932 e sua primeira aparição pública foi com o Manhattan Brothers em 1954. Depois integrou o Skylarks e partiu em turnê com Alf Herbert’s African Jazz and Variety, quando ficou por 18 meses seguidos dividindo o palco com grandes nomes da música africana da época.
No final dos anos 50 foi para os Estados Unidos, cantou no aniversário do Presidente Kennedy e passou a trabalhar em New York com Harry Belafonte quando deu à luz a seu maior sucesso mundialmente conhecido “Pata Pata” e a “The Click Song”. “Pata Pata” fez tanto sucesso que, nos anos 60, deu nome a boates e lojas de jeans wear.
Miriam também sempre foi engajada no movimento político e sua presença foi essencial na luta contra o apartheid.
Quando um negro chega ao poder da maior nação do mundo, perdemos um idolo da música negra. E isto minha avó também dizia: o mundo tende a compensar as perdas. Embora nem todas as perdas são assim tão passiveis de substituições.
Eu não sei quanto a vocês, mas eu mal posso esperar para ver “The Danish Girl”, com Nicole Kidman e Charlize Theron. Trata-se de um filme indie estrelado e produzido por Nicole sobre a vida do artista dinamarquês Einar Wegener (interpretado por Nicole). Wegener nasceu em fins do século 19 e casou-se em 1904 com a também artista Gerda Gottlieb (interpretada por Charlize).
O babado da história é que, um belo dia, Einar dedice posar vestido de mulher como modelo para um desenho feito pela esposa….. e A-M-O-U. Resultado: em plena década de 30 do século passado, Einer passa a se submeter a cirurgias de mudança de sexo (um peito injetado aqui, uma neca cortada ali) quando esta técnica cirúrgica ainda engatinhava. A bee passou a se chamar “Lili Elbe” e acabou morrendo em 1931 de complicações por conta de sua quinta cirurgia.
Esta história - verdadeiro escândalo na Europa no início do século passado - virou livro, escrito por David Ebershoff, agora transformado em roteiro para o filme. Agora me diz: como eu posso perder Nicole fazendo um homem que vira mulher?
Ando bem afastado do blog. Isto não é nada legal. Mas e o tempo? Me falta qualquer minuto no dia, que me parece cada vez mais curto. Acordo às 07h e quando vejo já são 16h, fiz de um tudo mas não deu tempo pra acabar tudo. Entende?
Esta semana então… Estou envolvido em 3 jobs ao mesmo tempo (Nokia Trends, Grammy Latino e camarote da Renner nos shows da Madonna nos cinco dias!!!) e ainda tivemos que agitar a nossa mudança, e mudar é preciso… sempre.
Finalmente nos mudamos. Casa nova. Nova vizinhança. Povinho agitado. Agora estamos parede-parede com a Sauna 269. Quer dizer, nem tanto! Sem exageros. Estamos habitando um delicioso apartamento no coração do fervo e ao mesmo tempo acima e distantes. Claro que terei que conviver com o Shopping Frei Caneca - que não sou nada fã -, mas tudo se compensa pela proximidade também com o meu shopping predileto: Higienópolis.
E é isso. O Zezinho está todo feliz com o bairro e os passeios pelo quarteirão, e nós estamos mais leves e alegres, loucos pra abrir as portas pros amigos. Que diliça!
Esta semana estava lendo no site da revista “Caros Amigos” uma entrevista inédita de Carlos Drummond de Andrade para a revista ainda em 1984, quando ele tinha 82 anos. O pingue-pongue falava sobre o processo do envelhecimento e como isso havia afetado sua escrita, de um modo geral, e sua poesia, em particular. Muito lúcido, Drummond desmistificava o tal processo de envelhecer (coisa que o médico e memorialista gay Pedro Nava, por exemplo, nunca conseguiu fazer), dizendo o seguinte sobre como encarava a velhice aos 21 anos:
“Eu acho que ninguém está preparado para envelhecer. É uma coisa que a vida se encarrega de nos trazer, sem que nós tenhamos pedido, nós não influímos nesse assunto, a mocidade não espera a velhice, não receia a velhice, e ninguém está preparado para envelhecer, ela vem como uma fatalidade biológica”.
Fiquei pensando nisso quando, numa conversa com um querido amigo careta, ele me disse que, na passeata gay da Paulista, ano passado, ficou intrigado ao ver como os gays mais velhos se aproximavam da figura das peruas. “Como assim?”, eu perguntei e devo ter feito uma cara de espanto tão grande que meu amigo foi logo se explicando: “Eu nunca vi tanto homem acima dos 30 agindo como adolescente, boné ao contrário, bermuda de surfista, exibindo corpos malhados no limite, caras botocadas, tomando drogas e ainda totalmente dedicados a uma fixação pela sedução que, depois dos 30, me parece meio anacrônica”.
Eu ponderei que ele então estava saindo com caretas casados, porque os caretas solteiros… bem, esses continuam envelhecendo cada vez mais tarde, especialmente depois do fenômeno da metrossexualidade que transformou cada careta muderno numa persona um tanto gay. Ele admitiu isso, mas com certa melancolia. E finalizou: “Envelhecer, hoje, virou uma doença”.
Não sei bem se é por aí e meu aniversário esta semana me fez pensar bastante nisso no topo dos meus 43 anos. De cara, posso dizer que sou um sobrevivente. Da minha geração pré-Aids, poucos amigos estão vivos hoje para contar história, o que é tristíssimo. Mas é preciso deixar claro que envelhecer é também um delicioso processo de enxergar cada vez com mais clareza a vida de um modo geral (ok, ok, isso não é regra, mas deveria ser, correto?). Eu trabalho com prazer, me exercito com prazer, amo meu companheiro com prazer e, por conta de uma história de vida bastante bem resolvida, posso dizer com tranqüilidade que ser cacura, véia, tiozinho - três adjetivos que carregam um tom de deboche e desprezo estranhos - é muito diferente de ter 43 anos de uma vida bem sucedida. Simples assim.
É claro que, quando eu tinha 21 anos, 43 anos me parecia de uma cacurice infinita. Mas ninguém tem 21 anos à toa, certo? Agora, aos 43, posso dizer que sou muito mais feliz, realizado e bonito do que aos 21, época em que eu ainda era constrangedoramente dark e fã de “The Cure” e “Smiths”. É claro que a imagem de cabelos do peito ficando brancos (e, em outras pessoas, cabelos da cabeça ficando ralos) é uma maneira de a vida te dar um toque: “Se acalma amigo, put yourself together”.
E quando eu ouço isso, tomo um banho com meu companheiro, botamos nossas melhores roupas e vamos ao Mesh nas quintas-feias gays do hotel “The opposite House” em Pequim, onde encontramos com amigos para discutir a Obamania que assolou o planeta. E ali, entre um lychee Martini e outro, enquanto meu companheiro passa carinhosamente a mão na minha nuca, eu sou o tiozinho mais feliz do planeta.
Nem sei o que exatamente dizer quando no mesmo dia em que o primeiro negro chega a Casa Branca um povo decide, na urna, a felicidade de um grupo. MUITO TRISTE COM A VITORIA DO PROP-8. E neste caso, SINCERAMENTE, não perdem somente os californianos, os norte-americanos, os homossexuais… PERDE O MUNDO!
Que a mesma História que levou Obama ao poder da mais forte nação do mundo olhe por todos os cidadãos de lá, de cá, de qualquer parte… por todos os direitos que a vida nos permite, como ser FELIZ!
O que mais me impressiona na História que ela por si só desenha o seu caminho, cura algumas feridas, nos surpreende e mostra que é tão viva quanto a vida e que a Justiça, por mais que nos pareça distante e utópica, ainda assim, é possível e que todos devemos sonhar & lutar SEMPRE, sem parar, porque mesmo que não seja para agora será para o amanhã e que algo, de alguma maneira, irá mudar, justificar todo o nosso esforço e que seremos, seja lá como for, um pouco vitoriosos!
Sim, todos nós podemos… sozinho ou todos juntos!
O mundo tem Obama, que assim como Luis Inacio Lula da Silva, e tantos outros, em seu tempo e a sua maneira (não importando o que veio depois - isto discutimos… depois…) justificam o que muitos e até eles mesmos fizeram para mostrarem-se vencedores por eles e por todos nós…
Acho que o Referendo estivesse vivo ou mesmo se aquela mulher anônima estivesse por aqui, hoje, estaria lá no meio da multidão em prantos por perceber que algo no mundo mudou um pouco (ou muito) graças a força que colocaram em seus sonhos e na luta que, a sua maneira, empenharam suas forças.
PARABÉNS A TODOS OS RESPONSÁVEIS POR DAR AO DIA 4 DE NOVEMBRO, sendo ou não eleitor nos EUA, ou tendo de alguma força participado disto, UM NOVO SENTIDO!
E mais que isto, parabéns a História por fazer justiça - antes tarde, do que nunca!
Deus abençõe o novo mundo!
Um dos mais novos e ativos (hehe) colaboradores deste blog comemora nova idade hoje - GILBERTO SCOFIELD JR. E o moço já está de malas prontas para deixar a China, onde mora e trabalha como correspondente das Organizações Globo (a empresa, não o biscoito - heheh), para mudar-se para Washington DC, ou seja, a 2 horinhas de New York. Isto quer dizer que este blog passará a contar com um colaborador direto da Big Apple.
Mandamos PARABENS e desejamos sucesso nesta nova e excelente mudança em sua vida!!!! FELIZ ANIVERSARIO!!!!
BUTT é uma revista gay holandesa trimestral. Pelo visual 70’s das capas percebe-se que ela não segue o padrão estético da grande maioria das atuais revistas gays. O conteúdo enfoca em sexo, mas de forma criativa, como o título de algumas matérias já explicita: “Estilista alemão gosta de desenhar roupas de pau duro”, “Vocalista da banda Sigur Ros procura um hetero para trepar na Islândia”, ” DJ alemão Justus Köhncke ama Nina Hagen e recomenda Viagra para todos”.
Na edição de outubro de 2001, há uma entrevista com o fotógrafo de moda brasileiro Marcelo Krasilcic, que vive em Nova York. Abaixo, uns trechos nos quais o assunto é sexo.
Você veio para Nova York à procura de sexo? Marcelo: Não, vim para estudar e também experimentar outras coisas.
Você tinha muita vontade de deixar o Brasil? Marcelo: Se fosse pelo sexo, eu deveria ficar no Brasil. Aqui (em NYC) o sexo nãoé ruim, mas no Brasil é melhor. Mais quente. Há mais paquera. As pessoas se divertem no Brasil. Aqui é tudo muito claro. Você olha alguém e isso significa que você quer foder, então vocês fodem. No Brasil as pessoas se olham em busca de diversão, e aí acabam trepando.
Tamanho é importante? Quanto maior, melhor? Marcelo: Tamanho importa, e em geral eu diria que quanto maior, melhor. Mas para chupar eu acho que nem sempre o grande é bom.
É mais fácil dar para um não muito grande. Marcelo: Não concordo. Por alguma razão, é melhor dar para um grande. O passivo relaxa mais fácil com um pau grande, pois se você quer mesmo dar, tem que relaxar de verdade, caso contrário não rola.
Você se excita vendo pornografia? Marcelo: Sim, e adoro filmes pornôs. Mas acho que a pornografia poderia ser melhor. Com exceção da Straight To Hell, que é genial, e a brasileira G Magazine.
O que tem a G para ser tão boa? Marcelo: Ela tem homens heteros famosos brasileiros posando nus. Pornografia tem a ver com fantasia, e fantasiar com esses heteros posando de pau duro é ótimo. Eu cresci vendo revistas pornôs heteros cheias de mulheres, mas meu universo de fantasia e excitação é com homens, então poder agora ver essas revistas com homens heteros é divertido, é como ir a Disneylândia.
Você é multi-talentoso? Consegue chupar e ser chupado ao mesmo tempo? Marcelo: Consigo, mas prefiro fazer separado. E eu não sou o melhor chupador de pau, sou apenas ok. Outro dia descobri uma ótima posição para ser chupado. Por ter um pau muito grande, nem sempre é bom ser chupado, mas essa posição mudou tudo. A posição nova é com o cara deitado na cama, virado pra cima, com a cabeça caindo pra fora da cama, então eu fico de pé e enfio meu pau todo.
Muito se tem falado sobre a votação americana de amanhã e eu espero sinceramente que meu presente de aniversário (sim, eu faço 43 anos amanhã) seja a vitória do negão, que será também a vitória da força anti-discriminação que afeta toda e qualquer minoria. Mas o debate sobre a disputa Barack Obama X John McCain eclipsou outra votaçào importante que ocorre na Califórnia amanhã, a chamada Proposição 8, que busca acabar com a legalidade dada à união civil de pessoas do mesmo sexo. Em resumo, a proposição é uma emenda à Constituição californiana (bancada por uma certa Associação de Proteção à Família da Califórnia) que busca limitar o conceito do casamento e da família à união entre um homem e uma mulher. Quem quiser saber mais clica aqui.
E no que isso nos afeta? Bem menos que a vitória de McCain, com certeza, mas o episódio ilustra com perfeição o que é a mobilização de um grupo contra a tirania dos conservadores numa sociedade que em muito se parece com a brasileira quando é tema é tradição, família e propriedade. E eu não estou me referindo a fazer corrente de e-mail pedindo o voto para este ou aquele candidato (ainda que eu ache a iniciativa simpática). Estou falando de fazer barulho, de manifestações públicas, de pedir dinheiro para produzir e veicular anúncios informativos, montar peças esclarecedoras, promover debates enriquecedores, escrever blogs lúcidos.
A onda conservadora é mais perigosa do que se imagina e é preciso estar atento. É como dizia o poeta russo Vladimir Maiakóvski, em “Despertar é preciso”:
“Na primeira noite eles se aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.”
E parece que o mundo quer Obama no poder.
O dj Z-Trip produziu um set com várias faixas conhecidas do mundo R&B/HipHop/Soul entremeadas com trechos de discursos do futuro (será!?!) presidente dos EUA.
Os queridos Ale Bessa e Wagner Ramos estão em festa hoje e este blog, que é fã dos dois, manda muitos beijos e PARABÉNS!!!!!!!!!!!! ALE BESSA WAGNER RAMOS